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Ministro Vieira da Silva elogia projecto
Equalidade está «um passo à frente»
O Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social disse,
no passado dia 17 de Abril, em Vila Nova de Famalicão, que o concelho «está a trabalhar um passo à frente» no âmbito da economia social. Vieira da Silva, que falava na abertura do Seminário Internacional Qualidade na Economia Social II,
elogiava, assim, o trabalho desenvolvido pelo projecto Equalidade,
no âmbito da certificação da qualidade nas instituições sociais.
Com o país ainda numa fase de preocupação com a «quantidade» de equipamentos sociais, o concelho de Vila Nova de Famalicão, por via deste projecto, está já a trabalhar a «qualidade» dessas respostas, segundo o ministro Vieira da Silva, que presidiu à abertura do Seminário Internacional Qualidade na Economia Social II.
«A quantidade é uma dimensão decisiva no plano social, mas a qualidade posiciona-se numa fase posterior, em que se procura certificar valências e recursos humanos. É este trabalho que já está a ser desenvolvido em Famalicão», afirmou, salientando o esforço que o Governo está a fazer no sentido de ampliar as respostas sociais, nas áreas do apoio à infância, aos idosos e aos menores em risco, um investimento onde, frisou, há uma grande preocupação com a qualidade, quer no que toca às instalações, quer ao nível da assistência prestada.
«Estamos, e estaremos nos próximos anos, numa fase de crescimento quantitativo das respostas sociais. E é cada vez mais evidente que essa resposta tem que ter um acompanhamento da perspectiva da qualidade», razão pela qual, disse, «esta iniciativa se insere aqui de forma muito feliz: não podemos apenas pensar que precisamos de mais respostas, temos que pensar que precisamos de melhores respostas».
Em declarações aos jornalistas, o Ministro destacou a assinatura, programada para o segundo dia do seu périplo pela região, de 25 novos contratos com instituições do distrito de Braga para ampliar a rede de equipamentos nas valência de infância, pessoas com deficiência e idosos, áreas onde «a qualidade dos recursos mobilizados é fundamental».
Sistema de gestão de qualidade praticamente implementado
Após três anos de existência, o projecto Equalidade aproxima-se da recta final. Com as metas propostas praticamente cumpridas, o grande desafio é agora, como se lhe referiu José Carlos Veloso, presidente da associação Engenho e representante da Parceria de Desenvolvimento, ver «disseminado o saber adquirido» ao longo deste processo. «Há todo um know how, que não deve ser perdido nem ficar confinado apenas a estas seis organizações», disse na cerimónia de abertura do seminário.
O responsável pelo projecto, para quem «a grande novidade» desta parceria reside no resultado final, onde «os pontos comuns se sobrepõem às especificidades de cada parceiro», prestou contas das acções desenvolvidas, garantido que, até Agosto, estará concluído e testado um método participativo de implementação e um sistema de gestão da qualidade nas organizações da economia social do concelho, o primeiro objectivo definido para a Acção 2 deste projecto. «Neste momento, o sistema de gestão de qualidade está praticamente implementado nas respostas sociais a certificar: creches, pré-escolar, centros de actividades de tempos livres, centros de dia, serviço de apoio domiciliário e lares de idosos», revelou.
Tendo como área de intervenção a qualificação das organizações e profissionais da economia social, o projecto Equalidade envolve seis instituições de economia social – Associação Teatro Construção, Centro Social e Cultural de S. Pedro do Bairro, Engenho – Associação de Desenvolvimento Local do Vale do Este, Mundos de Vida – Associação para a Educação e Solidariedade, Recreio do João – Cooperativa de Solidariedade Social e Associação de Moradores das Lameiras – a consultora Bússola e a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.
Além do enquadramento dos processos de certificação da qualidade nas características das organizações da economia social, o projecto pretende ainda disseminar conceitos e práticas de desenvolvimento organizacional e promover a adopção de requisitos de qualidade pelas organizações da economia social.
Balanço «muito positivo» do Programa
Sandra Almeida, responsável pelo acompanhamento do projecto no Gabinete de Gestão Equal e moderadora, no seminário, do painel «Desafios para a Economia Social», fez um balanço «muito positivo» do programa. «Há um conjunto de produtos inovadores e muito interessantes, que respondem a necessidades de mercado, em dimensões de carência crónica», disse, apontando áreas tão diferentes como a promoção da igualdade de género e da conciliação trabalho-família, do empreendedorismo ou da interculturalidade, nas escolas», entre muitas outras. No que se refere ao tema da qualidade no 3.º sector, Sandra Almeida, que disse ver com «muita expectativa» os produtos actualmente em fase de desenvolvimento, referiu-se aos projectos em desenvolvimento, como capazes de «produzir inovação», no sentido em que propõem modelos e modalidades participativas de implementação de referenciais de avaliação da qualidade susceptíveis de serem transferidos para terceiros, num contexto político e institucional, em que a avaliação da qualidade dos serviços de apoio social, através dos referenciais produzidos e disponibilizados pelo Instituto da Segurança Social, assume particular relevância.
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