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Aprendizagem com novos instrumentos
«F@do – Metodologia de Formação a Distância para públicos desfavorecidos
e info-excluídos»
Inovação e Dinamização das TIC são duas importantes componentes da renovação da Estratégia de Lisboa para a competitividade, coesão e emprego. Ciente dos novos desafios colocados pela Sociedade de Informação e do Conhecimento, que exigem novas competências potenciadoras do pleno exercício da cidadania, o projecto F@do, co-financiado pela IC EQUAL, desenvolveu uma Metodologia de Formação a Distância com o objectivo de promover a qualificação e o aumento dos níveis de empregabilidade de públicos com baixas qualificações escolares e profissionais. Sendo inicialmente um projecto-piloto testado com residentes ou trabalhadores no Concelho de Oeiras, o impacto positivo do F@do já ultrapassou em muito as fronteiras daquele Concelho, tendo sido considerado uma boa prática a nível europeu. Fomos conhecer o projecto, os produtos e conversámos com Margarida Segard, coordenadora do projecto no Instituto de Soldadura e Qualidade.
Com uma forte motivação para responder ao apelo lançado pela nova Europa do Conhecimento, o F@do nasceu de uma ambição para unir esforços nacionais que permitissem a literacia digital da população, bem como o aumento da sua empregabilidade e motivação para processos de aprendizagem ao longo da vida.
Após o diagnóstico de necessidades estabeleceu-se, então, o objectivo inicial deste projecto: desenvolver uma metodologia inovadora de formação em regime de e-Learning (ou melhor, em b-learning ou blended learning, que é a combinação de diferentes abordagens e recursos na aprendizagem). A escolha do suporte advém da experiência. «Há muitos anos que o ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade trabalha em e-Learning e conhece bem o contexto a nível europeu, não só o que existe de muito bom, mas também o que há de muito mau. Baseados em estudos comunitários feitos em vários países, nos quais Portugal estava integrado, apercebemo-nos que havia um fosso cada vez maior a nível de info-exclusão das populações que, em si mesmo, já eram info-excluídas», refere Margarida Segard, coordenadora do projecto.
Perante a realidade de que, quer pelas suas fracas qualificações, quer pela exclusão social, há muitas pessoas com dificuldades em aceder à Europa do Conhecimento, o projecto empenhou-se em juntar o know-how mais inovador nesta área, através de uma rede de sinergias e complementaridade de competências entre parceiros estratégicos. E, neste caso, a união fez mesmo o F@do, que é uma forma diferente de cantar a motivação, formação e cultura, com uma metodologia e instrumentos baseados nas TIC e com os acordes afinados para o empowerment e um empenhado trabalho em rede.

Criar Sinergias
Trabalhar um modelo de blended learning revelou-se decisivo perante o importante desafio de desenvolver formas alternativas de promover o trabalho em equipa e a motivação das pessoas. Neste sentido, a contribuição específica da experiência de cada parceiro (a nível de tecnologia, pedagogia e acção social), revelou-se um factor crítico de sucesso do projecto, permitindo desenvolver uma metodologia inovadora para trabalhar com um público que, à partida, não constituía o público tradicional do e-Learning. «Trabalhámos com uma população dos 16 aos 45 anos, de culturas diferentes, homens e mulheres que deixaram de estudar há muito tempo. Incluímos também neste projecto o trabalho com as empresas, quer a nível de sensibilização para o trabalho em rede, quer nas competências dos trabalhadores que geralmente ficam fora dos processos de formação», refere Margarida Segard.
Tendo o projecto estabelecido objectivos ambiciosos, o trabalho em rede acabou por funcionar como um factor impulsionador das estratégias de acção. Como resultado, para além da formação com o público previamente estabelecido, esta metodologia integra também um modelo de dinamização de parcerias locais direccionadas para a integração social e um modelo de mobilização de professores, enquanto dinamizadores das TIC em aprendizagem nas escolas (em sala de aula, no âmbito de actividades extra-curriculares, etc.).
O F@do resultou de uma Parceria de Desenvolvimento constituída pelo ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade (entidade interlocutora); o IQF – Instituto para a Qualidade na Formação; a AERLIS – Associação Empresarial da Região de Lisboa; a CMO – Câmara Municipal de Oeiras e o INETI – Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação. No sentido de garantir uma incorporação sustentável foi constituída também, em fase de disseminação, uma parceria que incorporou, para além de alguns dos parceiros da fase anterior (o ISQ, a AERLIS, a CMO, o INETI), alguns novos parceiros, nomeadamente, a Escola Secundária Fernando Lopes Graça, o Instituto de Reinserção Social – Ministério da Justiça, a CMA – Câmara Municipal da Amadora, para além do Centro de Formação de Professores Lindley Cintra – Ministério da Educação.
Para uma Europa do Conhecimento
Foi através da implicação de redes locais (da administração local ou desconcentrada, das empresas e da economia social) e da dinamização de uma estratégia de formação baseada no e-Learning, enquanto processo de aprendizagem centrado no indivíduo, que o F@do estabeleceu como grandes objectivos de intervenção:
● Promover contextos de aprendizagem apelativos e flexíveis, suportados num modelo de b-Learning e trabalho em rede, susceptíveis de despertar o gosto pela valorização pessoal e profissional e de promover a integração social de jovens e/ou públicos adultos, excluídos ou em risco de exclusão, assegurando também a inclusão social (auto-disciplina, aprender a aprender, auto-estima, trabalho colaborativo);
● Dinamizar redes de conhecimento e de aprendizagem suportadas em redes locais, através da mobilização de agentes da comunidade local (empresas e organizações públicas e privadas) e aproveitamento de
infra-estruturas que alberguem os telecentros de aprendizagem, em estreita articulação com as entidades formadoras, visando um acompanhamento personalizado de formandos problemáticos;
● Mobilizar as empresas para a participação nos processos locais/ regionais de qualificação ou requalificação dos recursos humanos, quer numa fase de diagnóstico (identificação de competências-chave para a empregabilidade regional) quer numa fase de inserção profissional (incorporação de estágios; mecanismos de inserção sustentados num compromisso de inserção; contrato de estágio);
Colocar em prática uma metodologia com estas características exigiu, antes de tudo, uma reflexão aprofundada em torno das condições ideais para a realizar. «A tradição acumulada da formação presencial requer que sejam debatidos não só os fundamentos da Sociedade Informação, mas também os desafios nela presentes e que pressupõem enfrentar as condições para o “aprender a aprender”. Nesta linha, surge a necessidade de que sejam praticados, de forma crítica, os processos de mediação entre a tecnologia e os aprendentes de forma a que o processo de aprendizagem se verifique», como é referido no do curso de formação de formadores para e-learning, do F@do.

Acompanhamento Constante
Para alcançar os objectivos a que se propôs, e verificada a necessidade de recorrer a processos de mediação eficazes, a primeira missão do F@do foi a de formar os formadores que iriam mediatizar o processo de aprendizagem junto do público com baixas qualificações escolares e profissionais.
Realizada a formação dos tutores, avançou-se para a formação dos mediadores locais, com o Sistema de Apadrinhamento one to one, outro dos factores críticos de sucesso do projecto. «Estamos a lidar com uma população à partida desistente. Há pessoas que chegam ao segundo dia de formação teórica e desaparecem, portanto tem que haver alguém que os mobilize, que seja responsável e os motive», refere a coordenadora do projecto, sublinhando a importância do mediador no trabalho sobre a motivação. Afinal, «não é possível pensar em e-Learning para populações com fracas aptidões, ou com altas mas sem motivação. Assim sendo, em primeiro lugar foi necessário desenvolver as pessoas, trabalhar sobre a sua motivação, “aprender a aprender”, a auto-estima, o balanço de competências, a atitude perante o estudo e a cidadania, sempre em b-Learning», esclarece Margarida Segard.
Daqui decorre a importância fundamental da figura do mediador, que não é necessariamente o mediador tradicional, geralmente um assistente social, mas pode ser um professor ou alguém que se tenha interessado pelo projecto, que trabalhe numa organização local do concelho e que queira ser responsável por um formando, por o ajudar a (re)construir um caminho e ser mais uma ponte para um futuro profissional e socialmente mais integrado.
Mobilizar Atitudes
Formados os formadores e os mediadores, foi tempo de envolver os públicos desfavorecidos residentes e trabalhadores no concelho de Oeiras, sendo com esta população que se testou realmente a metodologia F@do. «Houve um envolvimento muito grande de cada um desde o princípio, quer a nível da identificação dos ritmos de aprendizagem, das competências em falta, das formas de estudar e de aprender até à concepção e construção de todo o curso, as metodologias, os conteúdos e as funcionalidades da plataforma. Tudo foi sendo construído à medida dos constrangimentos, expectativas e necessidades do próprio público beneficiário», esclarece Margarida Segard.
Ao longo deste processo foram testados dois cursos, tendo sempre em vista duas componentes fundamentais:
● Motivacional/Comportamental – Trabalho sobre a própria pessoa e a sua atitude, de forma a estar mais mobilizada para a vida, resolução de problemas, aprendizagem e para o seu próprio reconhecimento social;
● Técnica – Trabalho sobre as competências e certificação profissional, de forma a garantir que, no final dos cursos, os formandos tenham certificados e emprego na região. Neste contexto, foram também mobilizadas empresas, no sentido de receberem estas pessoas ou para valorizarem o activo que tinham e que, com novas competências, poderiam exercer novas actividades.
Para decidir a melhor forma de orientar este processo, foi estudado a fundo o dia-a-dia de cada formando. «Identificámos que onde se sentiam melhor era no ambiente lúdico, por isso colocámos computadores em vários sítios estratégicos em Oeiras, como o centro comercial, tabacarias ou cafés», refere a coordenadora do projecto. Como resultado obteve-se a garantia gratificante de que os conteúdos e o modelo metodológico são os certos, montados à medida das necessidades, deixando de herança produtos tangíveis, transferíveis e flexíveis que permitem que, no futuro, outras instituições possam vir a beneficiar destes instrumentos, tanto a nível de diagnóstico como a nível dos referenciais de formação.
Da Metodologia F@do resultaram, assim, os seguintes produtos:
● Guia Metodológico – Metodologia de formação a distância para públicos desfavorecidos e info-excluídos, integrando os seguintes recursos:
► Dois cursos técnico-profissionais de b-Learning: Curso de Mecânico de Aparelhos de Gás, certificado pela Direcção Geral de Energia e Curso de Gestão de Armazéns (Num total de 220 horas de formação); 44 sessões virtuais; 4 jogos pedagógicos; 31 actividades de aprendizagem; documentos de exploração; glossários temáticos. Estes produtos estão integrados nos módulos transversais de TIC, Cidadania, Técnicas de Procura de Emprego e de Balanço de Competências e Componentes Técnicas e Tecnológicas de Gás e de Logística;
► Instrumentos de Avaliação do processo de aprendizagem e da qualidade da formação, contemplando: o Perfil de Entrada, Aprendizagem on-going e follow-up on-line, Perfil de Saída e Questionários de Avaliação da Qualidade da formação;
► Package de Selecção de Formandos para identificação do “Perfil Social” e de “Aprendente”, incluindo competências básicas necessárias;
► Handbook de Navegação Web e Netiqueta;
► Instrumentos de Avaliação dos recursos disponíveis e de níveis de impacto de envolvimento das redes locais e empresariais.
● Referencial – Curso de formação de formadores em e-Learning, integrando os seguintes recursos:
► Curso de e.tutores para professores em b-Learning, com acreditação do Conselho Científico- Pedagógico da Formação Contínua (MEducação) e certificação do IEFP (Presencial – 28h; Síncrona – 16h; Assíncrona – 48h, num total de 92 horas); Suporte on-line e off-line do Curso (CD-ROM); 7 sessões de aprendizagem virtuais (1 por Módulo) e 6 Actividades de Auto-Avaliação num ambiente de aprendizagem inovador. Cada Módulo de Formação inclui uma Ficha de Bolso com o Resumo da Sessão de Aprendizagem (Versão para Impressão);
. ► Guia de e-Formando com apresentação dos conceitos-chave associados ao e-Learning e Regras de Utilização das Ferramentas de Suporte à Comunicação.
► Cartão de Identificação dos Formandos, com Password, Username, morada de acesso ao Curso e características dos e-aprendentes;
► Instrumentos de Avaliação dos recursos disponíveis e de níveis de impacto de envolvimento das redes locais e empresariais.
► Idioma: Português e Inglês.
Todos estes recursos foram concebidos tendo em conta um levantamento prévio de necessidades concelhias, através da auscultação de empresas, organizações locais e indivíduos. Durante a sua fase de teste, esta metodologia implicou, no total, 22 empresas e organizações locais, 15 formandos e 30 cidadãos, envolvendo a participação activa de todos.
Empowerment activo
«Um dos factores-chave envolvido em todo este processo foi o Empowerment, que é absolutamente EQUAL e que foi incorporado com sucesso absoluto. De resto, quando se está a falar de mercado, princípios (também EQUAL) como a Inovação, Transferência e Adequabilidade têm mesmo que existir», refere Margarida Segard, sublinhando a importância de um trabalho pautado por uma forte orientação por estes princípios. «O que foi verdadeiramente inovador para nós foi o trabalho sobre a Igualdade de Oportunidades e a Acessibilidade, que são conceitos muito importantes, já que nos fazem repensar algumas abordagens», afirma a coordenadora de um projecto onde o esforço para garantir que a metodologia desenvolvida é acessível a todos/as foi constante.
A provar a eficácia da metodologia estão os ecos deste F@do que se espalham gradualmente dentro e além-fronteiras. No processo de disseminação, um importante parceiro foi a Câmara Municipal da Amadora, que colocou a metodologia em prática em três bairros. Nesta fase, houve também um trabalho intensivo com três escolas do conselho de Cascais, onde foram identificados professores-chave que pudessem ter influência na gestão escolar e no processo educativo. «O objectivo», conta Margarida Segard, «era não só que ganhassem competências mas que construíssem um projecto aplicativo na sua própria escola, o que aconteceu a vários níveis. Houve uma escola e dois colégios, por exemplo, que passaram mesmo a ter a sua própria plataforma de e-Learning».
Actualmente, o F@do na escola desenvolve-se já autonomamente a cada dia que passa, sendo que, dinamizando a sua própria plataforma, algumas escolas estão a promover formações em TIC para a comunidade em seu redor. «Eles próprios estão a assumir-se como mentores da Sociedade de Informação, às vezes com financiamentos, outras vezes não, o que demonstra que estamos a conseguir criar a tão desejada cultura da Sociedade do Conhecimento. E este era um grande objectivo F@do» refere, satisfeita, a coordenadora do Projecto.

Tudo isto é…F@do
Outro dos grandes impactos a nível de transferência da metodologia resultou da parceria com o Instituto de Reinserção Social, que se predispôs a incorporar a metodologia. Através deste, trabalhou-se com um centro educativo, onde o público-alvo foram jovens dos 16 aos 18 anos, a cumprir penas em regime de reclusão. «Foi um enorme desafio, porque implicou adaptar esta metodologia baseada no empowerment, na rede e no acompanhamento one to one a um sítio completamente fechado, onde nem sequer havia permissão para aceder à internet», conta Margarida Segard. Como resultado, criou-se um sistema onde os formandos tinham que criar a própria Internet e os próprios espaços de aprendizagem, já que tudo tinha que funcionar off-line ou on-line, embora com um acesso muito restrito. «A abertura era artificial mas correu muito bem», refere a responsável pelo projecto.
E porque corre bem, o F@do permanece. Para além da Câmara de Oeiras, que já tem os seus próprios centros a funcionar, o ISQ continua a levar os produtos desenvolvidos a várias regiões do País e iniciou, inclusivamente, contactos internacionais. Neste contexto, estão a ser preparadas parcerias no Rio de Janeiro, onde o objectivo é trabalhar sobre a certificação profissional com a população da favela Tijuca. Também em Moçambique o F@do se impõe, estando já em fase de negociação a implementação do projecto numa prisão, através da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais.
A nível Europeu, os pedidos começam a chegar de países como Espanha, República Checa e Polónia. Em vista também está a possibilidade de estender os acordes deste F@do à Hungria e à Estónia. «Estamos a usufruir dos benefícios do facto de, ao longo destes anos, o F@do ter sido apresentado em conferências como foi o caso da Conferencia de e-Learning, realizada em Bruxelas em 2005», comenta a coordenadora. Neste contexto, e a par com outro projecto, o F@do foi, inclusivamente, considerado como uma boa-prática europeia, aparecendo já mencionado nalguns manuais criados para a área do emprego e literacia digital.
e.Futuro?
Dúvidas não restam de que o canto deste F@do está a deixar marcas visíveis, contribuindo para elevar os índices de qualificação e de empregabilidade, num contexto inovador de auto-aprendizagem e de promoção de auto-estima, num verdadeiro processo de empowerment social. Trata-se, afinal, de encarar a aprendizagem como uma necessidade básica do ser humano, tão natural quanto respirar, comer ou beber. Esta é, de resto, a própria recomendação da Europa do conhecimento e da aprendizagem ao longo da vida. Neste contexto, refere Margarida Segard, «o e-Learning tem tudo para ser uma ferramenta para a inclusão social e para a melhoria das condições de vida. E por isso deve ser visto numa perspectiva global, de e-Learning para todos, tal como a aprendizagem tem que fazer parte da educação», conclui a coordenadora.
Se o e-Learning tem uma função decisiva no empowerment social e nos processos futuros de aprendizagem, certamentente que o F@do é um exemplo feliz disso mesmo. De como uma metodologia desta natureza se pode impor, contribuindo para a educação, sendo, simultaneamente, atractiva, motivadora e inteligente. O segredo do projecto? Não é segredo, trata-se apenas da aplicação de três conceitos: Empowerment, Formação à medida e Acompanhamento do processo de aprendizagem, esse mesmo, que se quer ao longo ao da vida.
Para adquirir ou saber mais sobre o produto contacte:
Margarida Segard, ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade
TagusPark, Av.Prof. Cavaco Silva, 33
2751 - 951 Oeiras
Tel.21 423 40 41/00
Fax.239 499 204
e-mail : mmsegard@isq.pt
www.isq.pt
Maria Júlia Cardoso, CMO – Câmara Municipal de Oeiras
Serviço de Acção Social - Proqual
e-mail : maria.cardoso@cm-oeiras.pt
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