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Sensibilizar para mudar comportamentos “A segurança é uma estratégia de sobrevivência empresarial, pela qual as empresas poderão organizar, sistematizar, racionalizar e aperfeiçoar os seus processos de produção, tendo por objectivos satisfazer os clientes, eliminar o risco de acidentes, desperdícios, reduzir custos e, consequentemente, elevar a produtividade e a rentabilidade, com a satisfação dos seus colaboradores”, pode ler-se na documentação relativa ao Projecto InForAdapt, que reúne na sua designação os três grandes objectivos dos produtos desenvolvidos no seu âmbito: informar, formar e adaptar. A importância da formação é também sublinhada no Relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho) para o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho (Genebra, 2006), referindo que “instituir e manter uma cultura nacional de prevenção em matéria de segurança e saúde significa aumentar a sensibilização, o conhecimento e a compreensão gerais dos conceitos de perigo e de risco, a começar na idade do ensino básico e prosseguindo ao longo de toda a vida laboral.” Com a consciência de que o acesso a uma informação de qualidade, periodicamente renovada, é condição essencial para a adopção de boas práticas, medidas e políticas no que diz respeito à segurança e saúde no trabalho, o Projecto InForAdapt empenhou-se em desenvolver um programa integral de sensibilização e formação. Como adverte Rui Vieito, coordenador do Projecto InForAdapt, “qualquer trabalhador deve estar informado para tudo o que lhe permita evitar acidentes”, pois só em segurança pode ser responsável pelo seu próprio trabalho. Da teoria à prática Com efeito, é de uma forma integrada e adaptada à realidade das empresas que o programa desenvolvido visa fornecer uma formação adequada a todos os níveis da organização, das chefias aos trabalhadores menos qualificados. “O programa de sensibilização abre caminho para uma intervenção mais profunda, criando um clima de expectativa face à HST, entre empresários e trabalhadores”, diz Rui Vieito. Deste modo pretende-se facilitar uma mudança nas atitudes que, como em qualquer processo de mudança, não decorre sem algumas resistências iniciais. Para fomentar a sensibilização para estes temas, realizaram-se sessões de divulgação de boas práticas de HST para o público em geral. Ainda que o impacto do programa de sensibilização seja positivo, o coordenador alerta para o facto de o programa, por si só, não gerar mudança. “ O efeito positivo é o de gerar vontade de mudança. Depois, é preciso agir. E aqui, cabe a cada empresa escolher o seu plano de acção. No caso das empresas que participaram no InForAdapt, o plano de Acção foi o Pack de Formação.” Evolução no Tecido Empresarial “Quando se iniciou a Acção 2 do projecto, em 2002, a realidade existente no país era bastante diferente da existente hoje. Felizmente já muitas empresas implementaram sistemas de prevenção de riscos profissionais, comprovados pelo decréscimo significativo do número de acidentes mortais existentes por ano. Este é um indicador claro de que as empresas têm evoluído significativamente neste campo, em especial as empresas de maior dimensão”, refere Rui Vieito, com satisfação, sobre a evolução para uma nova realidade para a qual, certamente, o projecto InForAdapt muito tem contribuído. No sentido de chegar a um público mais alargado, o programa definiu três grandes vertentes de acção. A sensibilização em rádios e jornais, para o público em geral; sensibilização nas empresas; e sensibilização à medida, para instituições. Após um balanço inicial, a vertente empresas revelou-se ser a mais eficaz. Entre os factores críticos de sucesso na transmissão das mensagens que foram veiculadas, apontam-se: Aspectos aparentemente tão simples como estes fizeram toda a diferença na eficácia da transmissão das mensagens e, em consequência, na sensibilização para a HST. Auto-Sustentabilidade do Produto ● Programa de Sensibilização à problemática da HST, de forma a preparar o clima favorável à mudança comportamental e organizacional. ● Package de Formação, constituído por: Ao despertar as consciências para as questões relacionadas com HST, o programa de sensibilização poderá também suscitar dúvidas. Estas podem encontrar resposta no CCD - Centro de Conhecimento Digital (www.epralima.pt/inforadapt), que disponibiliza uma biblioteca digital e um Fórum online, no qual participa um amplo grupo de técnicos especializados de HST. “O CCD é um recurso por si só, podendo articular-se de forma sinérgica com os outros produtos InforAdapt”, refere Rui Vieito. Assim, através do Fórum, que tem por base uma mailing-list, o projecto criou um mecanismo de auto-sustentabilidade que continua bastante activo. Os participantes já ascendem a mais de 500, com uma circulação semanal de dez a vinte mensagens. O software e os conteúdos são regularmente actualizados e todas as semanas se verificam novas inscrições. Para comprovar esta dinâmica basta efectuar o registo no site. É fácil, útil e eficaz. Os frutos do programa de sensibilização reflectem-se também no Pack de Formação. “Enquanto o programa decorre, a HST muda na lista de prioridades de empresários e trabalhadores”, refere Rui Vieito, acrescentando que é possível referir que “muitos dos participantes ficaram impressionados com as estatísticas relativas à HST, por exemplo, com o número de mortes anuais na construção civil. Esta forma de colocar a questão causou algum impacto”. Diagnóstico Particular Como já referido, uma das razões responsáveis pelo sucesso do projecto foi a metodologia pedagógica usada, pois o processo de formação ocupa um lugar privilegiado entre os instrumentos e estratégias susceptíveis de garantir a mudança na organização. Só agindo a nível das estruturas se pode garantir um método eficaz que responda, simultaneamente, às necessidades de desenvolvimento das pessoas e das empresas. Neste contexto, o Guia Metodológico de Implementação da estratégia de Formação foi considerado, pelos incorporadores, uma grande mais-valia no processo. Promover Boas-práticas Actualmente, “podemos afirmar que, de alguma forma, contribuímos para a mudança e sensibilização de atitudes e comportamentos para a HST, sabendo que a qualidade no ambiente de trabalho não resulta de algo casual, mas sim de um trabalho inteligente”, conclui Rui Vieito. E este trabalho inteligente, quando aliado a uma formação específica, funcionará, por si só, como um forte agente de prevenção no meio laboral, com consequências directas na produtividade, competitividade, reforço de competências e inserção profissional e social. Para adquirir ou saber mais sobre o produto (disponível em suporte de papel, em língua portuguesa) contacte: |
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